Arepas, engenho e arte

Não parece (nem é) muito complicado, mas tem toda uma arte. Não basta ter farinha certa, que é uma farinha de milho venezuelana fininha e branca, marca PAN; não basta calcular a quantidade de água que se mistura, e amassar com muita vontade depois de ter colocado uma pitada de sal.
Há que se ter o engenho: saber a receita, e conhecer os detalhes, que vão desde quanto, como amassar até como colocar a arepa (e as empanadas) no óleo fervendo sem que elas se despedacem, e sem se queimar....no final, não parece (nem é) tão simples assim!
Além do "know-how", o grande segredo (vou contar!) é tranformar a feitura das arepas num ritual bem humorado, com farinha pela cozinha inteira e na cara de todo mundo, distribuindo facas, cebolas e copos de vinho para cada um que vai chegando com os seus pedaços de história e seus recheios de arepa, dando seu próprio sabor à coleção de sabores que vai construindo a graça da noite.
Mas eu estava falando de arepas! Elas também ficaram ótimas! :-)

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