A escrever
Estou aqui escrevendo nesse exato momento. Agora. A ação assim, se desenrolando. E amanhã talvez esteja escrevendo de novo. E no outro dia. Ontem mesmo eu estava escrevendo.
Sempre gostei do gerúndio. É muito mais processual dizer que vou estar falando do que vou falar. Com o gerúndio você me imagina no meio de algo, e imagina o começo, o fim, enfim, a coisa toda ACONTECENDO. Mas os processos foram malditos para sempre, como o Paulo Coelho e a expressão "a nível de". Lembra do "A nível de"? Era chiquérrimo, e todos começaram a falar que a nível disso, a nível daquilo. E o exagero trouxe a maldição. A expressão foi banida, coberta de vergonha: A nível de, não!! Os franceses nem ligam, e colocam tudo "au niveau de" alguma coisa, sem trauma nenhum, e sem ficar inventando que nível é o da água, etc, que foi uma das explicações que eu ouvi para o banimento do pobre nivel de. Do Paulo Coelho eu desconfio: também não consigo mais gostar dele. Gostei do Alquimista, como todo mundo daquela época (não adianta você dizer que você não gostou. Eu estava lá e vi você gostando. E naquela época ainda podia gostar do Paulo Coelho!....ou Coelhô, como dizem os entusiásticos leitores dele na França e em Quebec. Como diria um outro amigo, o tradutor do Coelhô deve ser um arraso de bom...afinal, não se pode gostar dele. Não no original!)






















